O conhecimento é poder… Essa frase antiga já se tornou senso comum e, de tempos em tempos, é requentada e servida como convicção revolucionária.
Mas, como todo poder, o conhecimento se disputa numa ARENA. Aliás, em arenas, no plural.
Epistemológica, ideológica, cívica, tencnológica, algorítmica, política… E por que não dizer literária, poética e afetiva? E, por aí, vai…
Porém, conquistar o poder do conhecimento é uma guerra de muitas batalhas que poucos, ou melhor, POUQUÍSSIMOS, estão dispostos a travar.
Exige armas como tempo, paciência, estratégia, energia psíquica, dinheiro e requer um tático-operacional de muitas horas de bunda na cadeira e vista cansada de estudar.
Também depende de MUITA resiliência para o longo processo de tentativa-e-erro até validar um método, uma teoria ou um produto.
Sem falar na enorme bateria social para conversar com antagonistas e não ser apenas um fanático com crenças militantes. Sim, isso mesmo, militantes.
Em tempos de marketing digital, em que todo mundo quer uma fatia do grande bolo do faturamento em escala, galopa a noção de que as pessoas pagam por “conhecimento organizado”.
Esta é, infelizmente, uma verdade incômoda do nosso tempo e o que não falta é marketeiro dizendo “e se você empacotar o seu conhecimento e vender? Se você não fizer, alguém menos competente que você vai fazer e vai faturar. Formada a sua base de “seguidores”, metade da “re-seita” tá pronta.”
A sedução é grande e eu não julgo… Parafraseando o ditado, quem nunca comeu bolo, quando come se empanturra.
Pagam por “conhecimento organizado” porque não estão fim de destrinchar um livro difícil de capa a capa e duvidar da própria alfabetização ao ter que ler o mesmo parágrafo três vezes.
Com a des-inteligência artificial, as frases ficaram mais curtas, porque ninguém tem paciência de ler carrossel extenso na telinha no celular.
“Chat, escreve mais enxuto. Troca vírgula por ponto. Sentenças curtas e de impacto.”
Não é assim que a burrice humana entregou de graça a sua capacidade mais divina? A de pensar? …
A batalha do conhecimento não é simples, mesmo, não. Copiar é mais fácil.
Mas eu gosto do desafio e, da luta, não me retiro.
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