Os poetas e artistas são muito melhores em traduzir a dinâmica humana do que os psis e filósofos tentando explicá-la… Vou tentar Caetanear o que há de bom aqui: Às vezes queremos uma coisa e essa coisa não nos quer ─ Maria ama João, mas João ama Patrícia. Noutras vezes, queremos uma coisa mas tambémContinuar lendo “ah! bruta flor do querer”
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tarot sem resposta
O que se pode, afinal, prever sobre o futuro? A palavra adivinhação vem do latim divinatio, refrente a DIVINO. Uma adivinha, então, é aquela pessoa a quem os deuses concederam o dom de saber o que eles preparam para os humanos. Esta é a lógica básica sacerdotal que, até pouco tempo atrás na história, eraContinuar lendo “tarot sem resposta”
Querer Mudança Sem Mudar
Muita gente chega na terapia em busca de mudança mas com uma enorme resistência a mudar. Quando uma pessoa não está consciente de seu próprio centro, põe-se como centro do mundo, exigindo que a mudança aconteça em tudo e todos.
O Curador Ferido
Todo terapeuta, antes de ser um facilitador da transformação, é alguém com grande desejo de ser transformado.
Dar o Corpo para a Mente
Às vezes é preciso fazer sem pensar muito. Agir na base do instinto. Dar o passo sem verificar muito o chão à frente. Confiar na vida.
Cultivar Beleza
O autocarro não passou e fiquei à mercê do imponderável da vida que acontece muito além de mim. Que bom que no outono ainda tem céu azul, solzinho e flores. Quando criança aprendi que essa é a estação das frutas, da colheita, do fértil que foi fecundo… Deu tempo de me deixar fecundar o sensoContinuar lendo “Cultivar Beleza”
Instituições: uma “costura” entre Direito e Psicanálise
Ontem me deparei com uma citação que me tocou muito pois me fez pensar nas “costuras” entre Psicanálise e Direito, duas coisas tão (oni)presentes na minha vida…Convido-vos a provar o tempero jurídico desse texto, acredito que vai valer a pena a degustação. 🙂 “As instituições são fortes quando se legitimam como casa comum das pessoas,Continuar lendo “Instituições: uma “costura” entre Direito e Psicanálise”
A porta do sofrimento e a mão do desejo
Conversando com uma amiga essa semana sobre a minha incursão na psicanálise, comentei o seguinte: cheguei pela porta do sofrimento, mas eu a abri com a mão do desejo. Há 4 anos atrás, quando comecei minha análise pessoal e os meus estudos teóricos, estava numa angústia atroz, com crises de pânico repetidas e dividida entreContinuar lendo “A porta do sofrimento e a mão do desejo”
Caricaturar
Depois de 4 anos, decidi passar a análise para duas vezes por semana. Até o momento, 1 sessão dava para rir e chorar. Agora, 1 sessão dá só pra chorar… Precisa de uma segunda para rir de novo, hahaha! O trabalho analítico (de desenvolvimento humano, como um todo) é um verdadeiro partir-pedra das estruturas rígidasContinuar lendo “Caricaturar”
Desejo e Sublimação
Essa pausa na satisfação. Essa abstinência temporária do ato que nutre para deixar tudo ao (não) sabor dos fatos fisiológicos. Jejum é coisa de monge, de asceta. Prática sublimatória. Palavra que carrega todas as culpas – as suportáveis e as não – e o desejo de purificação. Fecha-se a boca por um tempo e pausam-seContinuar lendo “Desejo e Sublimação”