Buscamos os irmãos pela vida afora

Parecidas na aparência, singulares na alma… O arquétipo fraterno é inaugurado na vida da gente através dos irmãos ─ ou mesmo dos primos próximos, para quem é filho único.

Por serem parte integrante do núcleo familiar fundamental, esses nossos primeiros pares não nos passam indiferentes, nem nós a eles.

São as primeiras relações horizontais que experimentamos. É a primeira vez que temos alguém ao lado. Um outro porém um igual.

Nessa semelhança, ficam evidentes as diferenças: surgem comparações e rivalidades, identificações e oposições. As idades operam uma hierarquia no sistema.

Às vezes, os mais velhos ousam abrir caminhos para os mais novos andarem livremente. Noutras, seguram o rojão da patologia familiar para que os que vêm depois possam ser desbravadores.

Em suas diferenças parecidas, os irmãos podem formar uma equipe de ajuda mútua para se desgarrarem de casa e partirem para a aventura de se tornarem quem são, como no conto de João e Maria.

Embora comunguem de uma origem comum, mostram uns aos outros que há mais mundo além daquele de onde vieram.

Seja pela competição, seja pela cooperação, pelos atritos ou pelas afinidades, essa irmandade nem sempre fraterna nos ensina a transitar pelas ambivalências da arena da vida.

Onde quer que estejamos no processo de individuação, provavelmente vamos acabar por procurar novos pares de iguais-diferentes para lembrarmos que “não somos os mesmos nem vivemos como nossos pais”.

À minha irmã, só posso agradecer pela semelhança-diferença que sempre espelhou o avesso, do avesso, do avesso. Te amo!

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Publicado por Renata Netto do Nascimento

Terapeuta

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