Tanto que a gente faz e, na hora do “vamo vê”, ficamos na plateia… A gente estuda, pesquisa, procura, ensaia, planeja, visualiza, sonha, prepara, faz planilha, faz diagrama, faz mapa mental, faz carta ao futuro, compra mentoria de coach, lê livro de X regras pra tal coisa, faz pós-graduação, faz mestrado, faz mais um treinamento, enche o pote mental e sofre de mãos vazias, sem ocupar nosso lugar na criação.
Essa questão surgiu numa análise essa semana e me tocou profundamente. Pegou fundo porque já senti essa dor de ser espectadora dos outros vivendo algo que eu me sabia capaz de viver mas que resistia por mil (des)razões. E de vez em quando ainda derrapo no falso conforto da audiência em vez de enfrentar a exposição que uma vida criativa exige.
Essa pergunta — que só uma análise pode nos fazer fazer-nos — vem da alma: QUEM SOU EU NO MEIO DE TUDO ISSO QUE TÔ FAZENDO?
A Alma está sempre no nosso encalço. E ainda bem. Ela pede com jeitinho, vai mandando o recado pro Ego “te prepara, colega, que nós vamos fazer coisas importantes pra individuação…” O bicho treme na base e diz “peraí que eu vou estudar mais um negocinho aqui, rapidão”.
A alma espera, pacientemente. Ela sente o cheiro dessa receita gostosa que mistura dom, desejo e trabalho. O Ego quer esse banquete inteiro. Juntam-se a fome da Alma de criar e a fome do Ego de ser o criador.
Mas, quando evitamos a cozinha, não há banquete.
Até podemos desfrutar da alquimia dos outros, mas aí somos sempre convidados, nunca anfitriões da nossa própria magia.
Quando é que tudo isso que nós fazemos vai revelar quem nós somos?
Diz aí…
⚜︎ Renata Netto do Nascimento – Psicoterapeuta Junguiana
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