Conversando com uma amiga essa semana sobre a minha incursão na psicanálise, comentei o seguinte: cheguei pela porta do sofrimento, mas eu a abri com a mão do desejo.
Há 4 anos atrás, quando comecei minha análise pessoal e os meus estudos teóricos, estava numa angústia atroz, com crises de pânico repetidas e dividida entre dois mundos. Neurose pura.
O processo se deu (e continua a se dar) nada linear… É sinuoso, às vezes esburacado, atola, arranca, passa por areias “malvadiças”, sobe no terraço, desce o penhasco… Movimentou decisões e cruzou o oceano pelos ares.
E aqueles dois mundos entre os quais me sentia tão dividida… A neurose… Bem, ela ainda está aqui e provavelmente vai continuar, estruturante que é. Nos deixa meio lá e meio cá, meio devo e meio não devo, meio quero mas tenho medo.

Mas s Psicanálise me ensina a dar conta de não dar conta.
A dar sentido para os impossíveis e, assim, tornar alguns deles possíveis.
Me ajuda a não (ter que) poder tudo.
Me convida a desejar com tal potência que o trânsito entre esses mundos todos seja um pouco mais fluido.
Esse desejo, que não cessa de se inscrever, abre a porta dos sofrimentos para um cadinho mais de inteireza a cada dia.
⚜︎ Renata Netto do Nascimento – Psicoterapeuta Junguiana
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