Essa pausa na satisfação. Essa abstinência temporária do ato que nutre para deixar tudo ao (não) sabor dos fatos fisiológicos.
Jejum é coisa de monge, de asceta. Prática sublimatória. Palavra que carrega todas as culpas – as suportáveis e as não – e o desejo de purificação. Fecha-se a boca por um tempo e pausam-se os pecados cometidos por ela.
O que é que se sublima quando se recalca a vontade da boca? Voto de fome, de silêncio, de castidade, até voto de pobreza, talvez.
Em jejum, o corpo queima o que já tem… Deixar o corpo se nutrir do que já tá lá, “escondido” nos kilinhos a mais… Se deixar por conta do corpo, ele queima tudo que tem. Até precisar de mais. Até precisar demais.
Por isso, o jejum tem que ser intermitente: desejo não satisfeito queima quem deseja. Há que se ter ali algumas refeições. Não, alguns banquetes.
Adapte isso para qualquer coisa de que você anda se abstendo em nome de outra coisa.
Tá valendo a sublimação?
Me sigam para mais incômodos.
Me sigam também se jogos de linguagem e metáforas forem a praia de vocês, porque esse NÃO é um texto sobre nutrição.
⚜︎ Renata Netto do Nascimento – Psicoterapeuta Junguiana
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