“Quanta solidão custa para ser a mulher guerreira?”
Ártemis
Por trás de toda mulher guerreira (leia-se, sobrecarregada), há responsabilidades de outrem que não estão a ser cumpridas.
Ártemis nos convida hoje a refletir sobre o que significa a capacidade de respondermos, sozinhas, a várias demandas ao mesmo tempo e sobre como acabamos por adotar essa atitude como forma de identidade: ser mulher é SER guerreira.
O cansaço e a batalha diária são dois sintomas da nossa cultura. Estima-se que 4,4% da população mundial (300M de seres humanos) viva em depressão, doença considerada pela OMS a mais incapacitante de todos os tempos, afetando mais mulheres do que homens.
Essa mulher orgulhosa de dizer “dou conta de tudo sozinha!” tem muitas chances de ser a mesma que se cansa além do razoável e do justo diante das exigências naturais da vida; é a mesma que poderá ter burnout, ansiedade generalizada, estafa, depressão, entre outras.
Isso é fruto de uma conjuntura que negligencia o cuidado de si e do outro e promove guerras que muitas vezes lutamos sem saber porquê… Guerras que não escolhemos conscientemente e que se travam num front solitário.
Ártemis nos convida, antes de mais, a sair desse estado de guerrilha do coração partido, da solidão que esgota, para a caminhar com ela em direção a um estado de solitude que nutre e que nos habilita a articular forças, saberes e recursos.
Que sejamos tão capazes de estarmos sós, confortáveis nesse corpo em que habitamos, que não seja preciso fazer disso uma bandeira tampouco uma cédula de identidade, pois o preço de sustentar o título de guerreira costuma ser aquela solidão amarga.
A verdadeira independência pressupõe inter-dependência e acaba com a co-dependência.
Pressupõe saber receber e não precisar exigir.
Saber pedir e não precisar merecer.
Desejar e manifestar com intencionalidade.
Um abraço carinhoso,
Renata Netto
⚜︎ Renata Netto do Nascimento – Psicoterapeuta Junguiana
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